Saturday, June 12, 2010

Economia Azul: Zero Emissões de GEE

Nossa sociedade está acostumada ao consumo de produtos que geram desperdício e poluição, o que causa desperdícios dos recursos limitados do planeta.

Sociedade injusta, devastação do meio-ambiente, concentração de renda, aumento da fome e da pobreza, geração absurda de resíduos tóxicos, são algumas das consequências do modelo econômico que o mundo adotou na modernidade.

Até agora o modelo de nosso economia depende do crescimento perpétuo, exigindo cada vez mais investimentos e mais recursos. O que leva a uma sociedade injusta e enviesada de economias e ecossistemas devastados.

Sugerido como um relatório ao Clube de Roma, a economia deve ser mais eficaz e colaborativa, verdadeiramente sustentável, com a introdução de inovações que permitam menos investimento e que acumule capital e não dívidas, o que significa emissões zero.

Günter Pauli (economista e ambientalista) é o fundador da Economia Azul, uma alternativa de Zero Emissões ou Zeri - Zero Emission Research and Initiatives.

Uma economia baseada na Inovação Tecnológica, em Modelos da Natureza e Nenhum Resíduo, isto equivale a aplicar a máxima de Lavoisier: “Na natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma!”

Leia mais em:

Entrevista traduzida no Portal EcoDebate

Site do Economia Azul ou Blue Economy

Saturday, June 5, 2010

Tuesday, June 1, 2010

A queima da cana de açúcar - Você sabe porquê?

O porque da queima da cana-de-açúcar.


Nunca antes neste País, como gosta de dizer o Presidente Lula, se falou tanto em
canaviais, cana-de-açúcar, álcool, etanol, efeito estufa, aquecimento global, poluição,
trabalhadores, capital, usinas, usineiros, combustível, energia, etc. etc. etc.

Em evidência na mídia estão os canaviais, as plantações de cana, matéria prima para produção de etanol, e não se pode deixar de mencionar, a prática milenar de queima da cana-de-açúcar para colheita e o trabalho escravo.

Apesar de algumas indústrias estarem mecanizando a colheita, a grande maioria das fazendas por este imenso Brasil ainda usam a prática da queima da cana imediatamente antes da colheita.

Algumas particularidades das plantações de cana-de-açúcar:
  • É uma prática altamente impactante apara o meio ambiente quanto as emissões de CO­­2 , poluição do solo e poluição da água
  • Trabalho em condições sub-humanas – e porque não dizer trabalho escravo?
  • Mudanças no modo produtivo dos municípios através da monocultura
  • Concentração da posse da terra e formação de grandes monopólios
  • Redução da biodiversidade pelo desmatamento e desequilíbrio ecológico
  • Geração de resíduos extremamente poluidores, como a vinhaça e torta de filtros
  • Uso intensivo de fertilizantes e de agrotóxicos tipo Roundup (herbicida)
  • Na queima, libera além de CO2 outros poluentes – hidrocarbonetos aromáticos policíclicos (HAPs) ou fuligem – compostos cancerígenos, ozônio e outros produtos orgânicos

 Apesar do discurso contrário, a prática da queima da cana de açúcar favorece apenas aos produtores e ao agronegócio, é improvável que 80.000 trabalhadores cortadores de cana ficassem sem emprego caso não fosse mais queimada visto não existirem financiamentos e máquinas suficientes para substituí-los.

O LUCRO seria diminuído, pois com a queda da produção na colheita da cana sem queimar, seriam necessários equipamentos de proteção, salários justos e um contingente muito maior de pessoas a serem contratados.

Tudo feito em nome da produtividade e do lucro imediato!